domingo, 13 de setembro de 2009

Babel e Pentecostes

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala” Gênesis 11. 1.
Hoje em dia faz-se tata confusão por causa do Pentecostes que chego a duvidar da presença do Espírito Santo em certos grupos. A confusão a respeito de Atos 2 é imensa. O Pentecostes é um fato simples, maravilhoso e singular. É o cumprimento da promessa de Cristo: “não vos deixarei órgãos”, “falarão novas línguas”.
Não consigo ler Atos 2 sem me reportar a Gênesis 11. “Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e um só modo de falar”(11. 1 ARA). Uma mesma língua e uma mesma fala! Não havia sotaques nem regionalismos! Mas havia rebeldia e desobediência. O resultado nós sabemos, confusão e dispersão...
Pentecostes é o oposto de Babel. Em Babel a ordem era: “Enchei a terra” (Gn 9. 1), mas a resposta foi: “edifiquemos nós uma cidade (…) para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”(Gn 11. 4). O resultado foi a confusão de línguas.
Em Pentecostes este era o mandado: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”(Lc 24. 49). Não era uma ordem fácil de obedecer. Voltar para onde sacrificaram o Mestre, para o meio da confusão e da revolta, da possibilidade de perseguição e até de martírio. Mas eles obedeceram e “então voltaram para Jerusalém”(At 1. 12) e esperaram “unânimes em oração e súplicas”(v. 14).
O resultado foi o singular evento de Pentecostes. O Espírito veio sobre a igreja, não somos órfãos! Ele está conosco! E “eles começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”(At 2. 4). O Espírito Santo concedeu, não o que eles houvessem pedido nem imaginado, mas o que era necessário.
“E cada um os ouvia falar na sua própria língua”(v. 6b), o oposto de Babel. A língua que foi instrumento para dispersão dos povos, agora é para trazer de volta ao Eterno. O Espírito Santo dispensa intérpretes, aliás quando se fala das grandezas de Deus(v. 11) cada um entende, ou pelo Espírito, e assim glorifica a Deus, ou pelo entendimento próprio e mesquinho(v. 13).
O Espírito nos leva a falar uma outra língua, nenhuma das faladas em Babel, ou qualquer das variações posteriores, nenhuma língua ininteligível que necessite interpretação, pois Ele não necessita de intérpretes, Ele nos leva a falar a língua universal do Amor. “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”(1 Co 13. 1). Babel, confusão e desobediência, Pentecostes, Graça, unidade e glória ao Deus Eterno.
Pastor Tito.

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