segunda-feira, 25 de março de 2013

O que se aproveita da igreja de hoje


Fico imaginando Jesus, sentado no banco de nossas “igrejas”, assistindo a um culto domingo à noite. Sim, creio que Ele é Deus, onisciente e que verdadeiramente tem presenciado toda a presepada, digo, celebração que tem acontecido em nossos templos. Infelizmente nós é que não nos damos conta de que Ele tudo vê.
O que temos visto em nossas “igrejas”? Shows, danças, apresentações, promoções de grupos de louvor, cantores, conferencistas, pregadores. Um verdadeiro palco onde os astros se apresentam e um público passivo assiste ao espetáculo. Espetáculo este que tem doses de emoção, carisma, sensações diversas, empolgação, entorpecimento, satisfação, uma verdadeira droga entorpecente, lícita e improdutiva.
Aliás, qual o conceito de “igreja” boa? Aquela que é animada, que não dá sono, que empolga o público, que sacode a galera... E pastor bom? Que fala bem, bonito, tem boa aparência, retórica fina, que emociona os ouvintes e conta boas histórias.
E qual o resultado de tudo isto? Chega a segunda-feira e tudo volta ao normal, a maioria das pessoas continuam a viver uma vida sem crescimento espiritual, sem consciência da consequência do pecado, sem noção da justiça de Deus, sem um relacionamento real com Cristo. Além de continuar pagando suas propinas, mentindo, roubando, adulterando...
Lamento muito que a “igreja” de hoje seja, incontestavelmente, tudo isso, e não queremos nos dar conta ao ponto a que chegamos, estamos nós entretidos, entorpecidos, meio que dizendo assim: “mexe nisso não, deixa do jeito que tá, que tá bom...” E Cristo vendo tudo isso (sabe-se lá com que sentimentos...).
O que se aproveita da “igreja” de hoje? Quando o fogo queimar, o que vai sobrar? O alicerce? Que alicerce é esse? O Evangelho? O Novo Testamento? Me desculpem, mas não tenho encontrado essas coisas no Novo Testamento.
Será que é só eu que vejo isso? Só eu que estou inconformado? Será que não temos que mudar? Ou será que estou errado?

Tito Mendes.