quinta-feira, 10 de outubro de 2013

OUTROS DEUSES

“Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:2-3)

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom."  (Mateus 6 : 24)

Não quero aqui levantar uma discussão teológica a respeito de Deus e os significados desta palavra, mas em princípio precisamos sim entender, ainda que sumariamente, seu significado. Você verá nos dicionários significados diversos, mas resumirei brevemente: chamamos de Deus, uma entidade que consideramos suprema, criadora de todas as coisas, que está muito acima de nosso entendimento, a qual veneramos, adoramos, suplicamos cura, misericórdia, salvação.
Na Bíblia Sagrada, Deus (Elohim) pode ser o Eterno, Supremo criador de tudo, Justo Juiz, Santo, mas também amoroso para com a humanidade. A palavra também pode significar “deuses”, entidades criadas por homens caracterizadas por imagens produzidas por suas mãos simbolizando os poderes da natureza, a fertilidade, entre outras. Por vezes recebendo diversas denominações, “Baal”, “Azerate”, “Dagom” etc.
Fico pensando constantemente neste primeiro mandamento do decálogo, talvez imaginemos que não o quebremos, pois não temos outros deuses. Não penso assim, existem várias maneiras de ter outros “deuses”. É claro que o complemento “diante de mim” tem uma significância importante, significa que, se estamos diante d’Ele, O declaramos como nosso Deus, sendo assim, tem de ser o Único. Se você não crê neste Deus Único, este artigo não se refere a você.
Mas de que forma podemos ter outros deuses? Há duas formas de adorar outro deus, a primeira é descaracterizando o Deus Verdadeiro, o Deus da Bíblia é o que Ele é, não o que eu quero que Ele seja. Quando dizemos que deus é assim, ou assado, adequando a divindade a nosso modo de ser, pensar ou agir, estamos criando um deus particular, como o povo antigo de Israel considerava Baal (Senhor), dando-lhe imagem como lhes convinha e aproximando-o nos seus outeiros ou suas árvores frondosas.
A segunda maneira de ter “outros deuses” é quando substituímos o Eterno por criaturas, pessoas, entidades ou ídolos dando a eles importância divina. Quando fazemos isso? Quando falamos com paixão do nosso time do coração, quando nos aglomeramos, gritamos, choramos e pulamos com empolgação por causa dele. Quando agimos de forma semelhante por causa do cantor ou cantora, quando idolatramos o pregador famoso, ou mesmo o “pastor da minha igreja”.
Quando perdemos horas preciosas em frente a televisão, seja por causa da novela, do seriado da TV, ou mesmo por causa do apresentador do telejornal, praticamente o “dono da verdade” que se forma dentro de nós. Quando nos dedicamos a algo que se torna tão importante em nossas vidas que nos tomam tempos preciosos de comunhão com o Eterno, com sua Palavra, ou até mesmo com nossos parentes, familiares, amigos...
O seu senhor é aquele a quem você serve, a quem você se dedica, por quem você clama, com quem você passa horas preciosas de sua vida, pense bem e avalie como você tem gastado as horas do seu dia? O sermão da montanha tem uma relação extremamente forte com o Decálogo. “Não terás outros deuses diante de Mim” significa exatamente “Não servir a dois senhores porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”.
Dedique-se ao que realmente importa, abandone tudo aquilo que está roubando o tempo de Deus, do conhecimento da Palavra, da sua família, dos seus estudos, ou até mesmo dos seus amigos, priorize o que realmente importa, pregue o Evangelho com a mesma empolgação com que você falava do seu time de futebol, leia ou ouça a Bíblia com a mesma dedicação com que você assistia a TV, valorize o louvor a Deus, não a música do cantor gospel, aproveite para dar mais atenção aos seus pais, ao seu cônjuge, aos seus filhos, compartilhe boas coisas com seus irmãos e amigos, assim estará fazendo a vontade de Deus, o Eterno.


Tito Mendes