domingo, 24 de abril de 2011

PÁSCOA NÃO É ISSO

Ovos de chocolate, bombons, cestas e coelhinhos... Páscoa não é isto. Não é que você não possa comprar ou comer chocolate, bombons, bacalhau com batata, ou qualquer outra coisa que faça no feriado, mas a Páscoa está muito acima disto. Melhor ainda, nada disto trás à memória o verdadeiro significado da Páscoa.
Páscoa é o fim da escravidão, o cessar do sofrimento e o início da libertação. Processo inicial que resulta em conquista da verdadeira liberdade.
É ver o juízo Divino agindo como um grande tsunâmi devastador que passa por cima de você mas não o atinge, não porque você seja bom, mas porque Deus decidiu agir misericordiosamente colocando a Sua mão sobre você.
Páscoa é repartir o alimento juntando a si aqueles que têm menos provisão e necessitam do seu auxílio permitindo que eles, não apenas comam com você, mas que sejam seus próximos, amigos chegados, irmãos.
É comer o pão assado às pressas pois a jornada é urgente e não há tempo para fermentá-o. É caminhar sem levar muita coisa, pois Aquele que liberta é o que sustenta e provê o necessário, pois basta a cada dia o seu mal.
Páscoa é deixar pra trás um exército de desconfiança e incerteza, de medo e desamparo, e ter à frente um mar aberto conduzindo a um caminho de esperança.
É atravessar um deserto e ser educado, provado, expurgado até estar realmente pronto para entrar na Terra Desejada, a Salvação Eterna.
Isto é Páscoa, a Mão que afasta o juízo, o Cordeiro que foi morto e repartido, o fogo que aqueceu no caminho, a sombra que refrescou, o pão que desceu do céu. Jesus Cristo que foi morto pelos seus pecados, sofreu o juízo em seu lugar e que venceu a morte, ressuscitou e hoje vive!
Ele quer libertar você também.

Pastor Tito Mendes

domingo, 10 de abril de 2011

O homem acha que tem Deus

O homem acha que tem Deus no coração, mas anda a seu bel-prazer, desrespeitando seu próximo, zombando daqueles que são diferentes, caçoando das minorias e buscando favorecimentos egoístas, pois a pessoa mais importante do mundo é ele próprio.
O homem acha que está com Deus, mas olha com indiferença o necessitado, passa ao largo dos abatidos, desdenha o choro dos desesperados e ri-se dos infortunados, pois se olhar para o lado um pouquinho só pode perder tempo rumo ao seu objetivo.
O homem acha que conhece Deus, mas não se importa em andar nas veredas da injustiça, regateia o passe livre na blitz da intolerância com duas moedas de cobre, vende a própria dignidade por trinta moedas de prata e seria até capaz de vender a alma por um milhão de dólares pois a justiça que procura é a que o favorece.
O homem acha que é Deus pois tira monstruosamente da vida filhas e filhos amados causando dor, lamento, espanto e, ainda que busquemos razões, jamais entenderemos...
Luiza Paula da Silveira, 14 anos
Karine Chagas de Oliveira, 14
Larissa dos Santos Atanázio, 13
Rafael Pereira da Silva, 14
Samira Pires Ribeiro, 13
Mariana Rocha de Souza, 12
Ana Carolina Pacheco da Silva, 13
Bianca Rocha Tavares, 13
Géssica Guedes Pereira, 15
Laryssa Silva Martins, 13
Milena dos Santos Nascimento, 14
Igor Moraes da Silva, 13.
Mesmo sem lhes ter conhecido sentimos muito sua falta...

Pastor Tito.

domingo, 3 de abril de 2011

Os Bons são Maioria?

Uma grande empresa de bebidas está veiculando uma nova propaganda com o seguinte tema: “Os bons são maioria”. Fiquei intrigado desde a primeira vez que assisti o reclame. Será mesmo que a premissa está correta? Para cada político cassado existem outros tantos respondendo a processos intermináveis, para cada corrupto preso existem outros tantos “se dando bem”, para cada latinha de alumínio(de valor considerável para os sucateiros) reciclada, tantas outras garrafas “pet” boiam dentro e fora de sacolas plásticas nos rios da “Cidade Maravilhora”. Desculpe-me dona Cocacola, mas a premissa está errada.
Conheço inúmeras pessoas que cobiçam belas casas, carros caros, tv's digitais. Penduram-se em dívidas intermináveis em resposta à mídia agressiva que, por conhecer tão bem tal cobiça, a explora metódica e cientificamente em belas propagandas nos intervalos comerciais.
Conheço inúmeras pessoas que contam suas mentirinhas, coisinhas pequenas, “não prejudiciais”, ensinando suas crianças que uma pequena mentira é aceitável. Criando pessoas insinceras, superviciais, que valorizam a aparência sem importar a essência.
Conheço inúmeras esposas que encontram dinheiro no bolso do paletó do marido e ficam quietinhas, “se ele não lembrar não tem problema”, ensinando seus filhos a cometerem pequenos furtos, e chorando mais tarde quando aquela criança inocente é presa por delitos maiores. E pais de família íntegros, que levam do trabalho para casa, canetas, papéis, ou qualquer outra coisa que ninguém dará falta, mas sensuram os grandes desfalcadores, não sabendo que a diferença entre um e outro é muito pouca.
Conheço inúmeras pessoas que se dizem fiéis a seus cônjuges, que dizem que nunca traíram, mas flertam no msn, fornicam no skype e prostituem-se ampla rede mundial. Sem contar que dizem, “uma olhadinha não é problema, beleza é pra ser admirada”, mas quando a morena “cai no papo” começa a fazer hora-extra, e a família fica em segundo plano.
Conheço pessoas que nunca pegaram numa arma, mas que mataram a autoestima de seus filhos, de parentes, ou de qualquer outro ao dizerem: “você é um burro, tapado! Nunca vai ser alguém na vida! Você não é capaz de conseguir este emprego! Você é um imprestável!” Destrruindo vidas que poderiam ser prósperas e produtivas.
Conheço pessoas que magoaram seus pais com sua ingratidão e egoísmo. Que os abandoram na velhice, quando mais precisaram deles, “pois só iam atrapalhar” a vida conjugal ou a criação dos filhos (ensinando a estes como os pais devem ser tratados).
Para ser sincero, em quase tudo o que foi dito, meus dedos tremeram no teclado, pois também caí em alguns destes laços, e sempre me achei uma boa pessoa. Este é o propósito da propaganda, mostrar que todos somos bons, por isso não precisamos de nada mais, nem filosofias complicadas, nenhuma religião também, nem de Deus, apenas de uma garrafa de refrigerante.
Não é verdade que os bons são maioria, o que foi dito acima refere-se à Lei Divina, dos Dez Mandamentos apenas seis que mostram que nossas atitudes não são as melhores. Esta Lei nos mostra uma coisa importante, precisamos de Deus e da Sua Misericórdia, sem a qual não temos como escapar do juízo. Cristo sofreu o juízo por nós na cruz, pagou o preço do nosso pecado e hoje vive e nos oferece a Salvação.
Separe tempo para Ele, não use Seu Nome sem motivo justo, não crie seu próprio deus dizendo “Deus é assim ou assado”, “Deus permite isso ou aquilo”, Deus é o que é, Ele não pode ser definido por você, nem há nada neste mundo que Lhe seja similar. Não O substitua pela prosperidade, pelas paixões, pelos vícios, pelo trabalho ou qualquer outra coisa.
“Ninguém é bom, senão um que é Deus”(Marcos 10. 18), Deus é bom e é tudo que que você precisa.

Pastor Tito.