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sexta-feira, 30 de abril de 2010

AQUELE QUE SERVE NO MEIO

Atos 6. 1-6

A Bíblia sempre destacou a importância daqueles que estiveram ao lado dos líderes, dando ajuda, apoio, orientação, a estes chamados de ajudadores. Como por exemplo, os 70 escolhidos por Deus para auxiliar Moisés na condução do povo à Terra Prometida, ou ainda os 300 de Gideão, o auxiliar de Elias, que veio também a ser um grande profeta, Eliseu, e ainda os sete escolhidos ara auxiliarem os Apóstolos.
Estes últimos chamados “Diáconos, aqueles que servem no meio”. Aliás, a palavra diácono é similar a palavra escravo na Bíblia, escravo é aquele que serve por obrigação, não tem escolha, diácono é aquele que serve por amor ao Senhor, decidiu servir. Hoje somos testemunhas destas pessoas que agora são consagradas ao diaconato. Diante destas testemunhas ficam algumas questões que deviriam ser respondidas.

1 – Porque assumir o diaconato?
Para responder a estas questões destacarei três “M” e um “S”, o primeiro “M” é o Motivo.
Talvez alguns pensem que ser diácono é ter uma posição de destaque na igreja, para alguns este é o motivo, uma posição abaixo do pastor, ter status. Lamento dizer que estes não são motivos nobres, veja o que diz a Palavra em Mateus 20. 26-27: “todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo”.
Mas o verdadeiro motivo deve ser necessidade, vemos em Atos 6. 1-3 três grandes necessidades, primeiro há a necessidade das pessoas, neste texto a necessidade das viúvas da igreja, há pessoas ao redor que carecem de auxílio e precisam de alguém que veja suas necessidades.
Outra necessidade que precisa ser atendida é a do pastor da igreja, “não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus”. E a terceira e maior de todas é a necessidade da Obra do Senhor, “este importante negócio”. Diácono é servo de Cristo, são aqueles poucos trabalhadores da Grande Seara.

2 – O que devo fazer como diácono?
A esta respondo com o segundo “M”, a Missão.
Vimos que deve-se assumir o diaconato pelas reais necessidades da igreja, mas vemos diáconos que não sabem qual sua real missão. Não se pode viver sem missão, missão é o que dá sentido. Ser diácono não é apenas botar uma plaquetinha no peito escrita “DIÁCONO” e ficar na porta da igreja, ou pelos corredores fazendo aquela cara de “polícia da igreja”, ou então servia a Ceia do Senhor no primeiro domingo. Não! Ser diácono é mais que isso!
Entendendo os motivos fica fácil conhecer a missão, ser diácono é auxiliar o ministério Pastoral, para que este não fique sobrecarregado de atividades e possa, com oração e aplicação, cuidar do ensino da Palavra, das ovelhas mais sofridas, entre outras coisas.
Ser diácono é coordenar a Obra Social da igreja, esta, que creio ser a obra mais importante da igreja, depois da pregação do Evangelho, tem sido bastante negligenciada, porque o corpo diaconal não entende que esta obra é sua, desde o princípio. Não se pode entender que em uma igreja haja pessoas passando necessidade sem que ninguém o assista. É missão da igreja assistir os necessitados, é missão dos diáconos, mobilizar a igreja nesta direção, identificar os necessitados e levar a eles o auxílio.
Ser diácono é também apoiar a Liderança da igreja em suas necessidades e carências. Faltou líder em algum ministério? Temos um diácono que possa apoiar o trabalho, procurar, apoiar e preparar o novo líder. Ou mesmo ajudar os líderes existentes carregando com eles suas cargas.

3 – Como devo proceder no diaconato?
Agora vem a questão de como você deve encarar a missão. Basta compreender o valor do terceiro “M”, Ministério.
Diaconato é um Ministério e deve ser encarado como tal. Talvez você esteja assumindo o diaconato pensando em exercê-lo nas horas vagas, nas sobras de tempo. Errado! O seu ministério é a sua prioridade, alguém tem que fazer – Você!
Outra questão relacionada ao ministério é que ele deve receber investimento, treinamento, capacitação, orientação pastoral, oração, estudo da Palavra... Não pede ser alguém que acha que sabe tudo, mas precisa saber que precisa...
Por fim deve viver o diaconato, não deve ser diácono de aparência, mas de essência, ser como diz a Palavra, “Sim, sim; não, não, o que passar disso é de procedência maligna”.

4 – O que vou ganhar com isso?
Dito os três “M” segue o “S”. O Salário.
Pastores recebem salário, alguns ministérios recebem salário, e o diácono? Este é aquele que serve por escolha própria, por amor, este é o salário do diácono, o amor à obra, o amor à Deus. Não deve esperar agrado, elogios, tapinhas nas costas ou qualquer recompensa aqui nesta terra. Mas no fim aquela maravilhosa palavra do Mestre: “Muito bem, servo bom e fiel, no pouco foste fiel, no muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor”, Mateus 25. 21.

Diácono, aquele que serve de bom grado por um motivo nobre, atender necessidades, que sabe para que foi designado, que valoriza seu ministério e recebe com gratidão o que lhe foi confiado.

Que Deus o(a) abençoe no Ministério Diaconal.
(Mensagem pregada no dia 17/04/2010 na consagração de novos diáconos da Primeira Igreja Batista de Curicica)

Pastor Tito.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Qual a condição das pessoas depois que morrem?


Esta é a resposta à terceira pergunta da Aline:
Antes de considerar a condição das pessoas após a morte é necessário considerar o conceito de morte. O homem foi criado para viver, na presença de Deus, aliás, a presença de Deus é vida, João 14. 6, "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."  (João 14 : 6)
Na verdade há dois tipos de morte, a morte física e a espiritual. Considerando que o homem foi criado para viver, a morte é tão somente conseqüência da escolha feita pelo homem ao rebelar-se contra a Palavra de Deus. Gênesis 2. 17  “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
O conceito de morte expressa a separação, a física: separação entre a alma e o corpo, e espiritual a separação entre o homem e Deus, Gênesis 2. 17(não farei um trabalho exegético aqui, mas este texto expressa os dois tipos de morte), Romanos 3. 23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus”, e, ainda Mateus 25. 32 “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas”.
A primeira coisa a se esclarecer em relação à morte é que ela só ocorre fisicamente uma vez: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,"  (Hebreus 9 : 27), biblicamente falando não haverá sucessivas mortes e vidas (reencarnação), a Bíblia deixa claro que a vida é uma só, é uma oportunidade única do ser humano encontrar a Vida(João 5. 24).
Outra coisa a se considerar é o conceito de sofrimento após a morte, o que chamamos de inferno. Jesus, a Palavra Viva nos deixou conceitos claros a respeito dessa condição, na qual estarão todos os que rejeitam sua Palavra. "Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora."  (Lucas 13 : 28)
Um texto em que Jesus esclarece a condição do homem após a morte é o de Lucas 16. 19-31, que costumeiramente chamamos “Parábola do Rico e Lázaro” e que em momento algum Jesus chama de parábola, justamente por expressar a condição real do homem após a morte.
Já sabemos que a Salvação é resultado da misericórdia Divina, por isso o texto diz: “E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão” (v. 22), aquele que alcança a misericórdia do Senhor, é consolado nos braços do Senhor, representado aqui por Abraão. Veja também Apocalipse 7. 9-17.
Quanto ao que rejeita sua misericórdia é essa a sua condição: "E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama."  (Lucas 16 : 24), ver também Mateus 8: 12, 13: 42, 50; 22: 13; 24: 51; 25: 30.
Não há meios de fugir desta condição nem dela ser aliviado: "E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá."  (Lucas 16 : 26), e nesta condição ficarão até presenciarem o julgamento final: Mateus 35: 31-46.

Pr. Tito

domingo, 20 de setembro de 2009

Perguntas da Aline


Aline é uma nova decidida que batizei recentemente e que está empenhada em fazer a vontade de Deus e levar o Evangelho às pessoas que Deus tem colocado ao seu redor, como não estou mais pastoreando a  sua igreja ela me enviou algumas perguntas para auxiliá-la no seu ministério de evangelização.
Suas duas primeiras perguntas são as seguintes:

1 – O que determina se uma pessoa vai ser salva? São as boas obras que ela faz nessa vida?

2 – O que preciso fazer para ser salva?

A resposta abaixo responde às duas perguntas:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2 : 8-9)


A Salvação é resultado da Graça Divina e Graça é favor imerecido. Para entender bem a questão da falta de mérito em relação à Salvação é preciso entender (e crer) que Deus é Santo, sua santidade é por nós inimaginável, mas é exigida por Ele a quem o segue:

"Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o SENHOR vosso Deus." (Levítico 20:7)

"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;" (I Pedro 1:15)

O problema é que o pecado nos impede de nos aproximar de Deus, menos ainda de alcançar o nível de santidade que nos é exigido:

"Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um." (Salmos 14 : 3)

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" (Romanos 3 : 23)

Dada essa condição não há nada que o homem faça que o leve à salvação, nem mesmo as boas obras, Efésios 2. 9, mas, como o amor de Deus pela humanidade também é imenso, ver João 3. 16, aprouve a Ele fazer tudo o que seja necessário para que fôssemos salvos:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3 : 16)

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 6 : 23)

Ao homem basta crer, não há nada além disso que façamos que tenha influência em nossa salvação, ver Efésios 2. 8-10, "E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa." (Atos 16:31), "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (João 5 : 24)

Em breve estarei respondendo outras perguntas que, com certeza, será de grande auxílio para outras pessoas além da Aline, que Deus abençoe a sua vida.

Pastor Tito

domingo, 13 de setembro de 2009

Babel e Pentecostes

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala” Gênesis 11. 1.
Hoje em dia faz-se tata confusão por causa do Pentecostes que chego a duvidar da presença do Espírito Santo em certos grupos. A confusão a respeito de Atos 2 é imensa. O Pentecostes é um fato simples, maravilhoso e singular. É o cumprimento da promessa de Cristo: “não vos deixarei órgãos”, “falarão novas línguas”.
Não consigo ler Atos 2 sem me reportar a Gênesis 11. “Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e um só modo de falar”(11. 1 ARA). Uma mesma língua e uma mesma fala! Não havia sotaques nem regionalismos! Mas havia rebeldia e desobediência. O resultado nós sabemos, confusão e dispersão...
Pentecostes é o oposto de Babel. Em Babel a ordem era: “Enchei a terra” (Gn 9. 1), mas a resposta foi: “edifiquemos nós uma cidade (…) para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”(Gn 11. 4). O resultado foi a confusão de línguas.
Em Pentecostes este era o mandado: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”(Lc 24. 49). Não era uma ordem fácil de obedecer. Voltar para onde sacrificaram o Mestre, para o meio da confusão e da revolta, da possibilidade de perseguição e até de martírio. Mas eles obedeceram e “então voltaram para Jerusalém”(At 1. 12) e esperaram “unânimes em oração e súplicas”(v. 14).
O resultado foi o singular evento de Pentecostes. O Espírito veio sobre a igreja, não somos órfãos! Ele está conosco! E “eles começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”(At 2. 4). O Espírito Santo concedeu, não o que eles houvessem pedido nem imaginado, mas o que era necessário.
“E cada um os ouvia falar na sua própria língua”(v. 6b), o oposto de Babel. A língua que foi instrumento para dispersão dos povos, agora é para trazer de volta ao Eterno. O Espírito Santo dispensa intérpretes, aliás quando se fala das grandezas de Deus(v. 11) cada um entende, ou pelo Espírito, e assim glorifica a Deus, ou pelo entendimento próprio e mesquinho(v. 13).
O Espírito nos leva a falar uma outra língua, nenhuma das faladas em Babel, ou qualquer das variações posteriores, nenhuma língua ininteligível que necessite interpretação, pois Ele não necessita de intérpretes, Ele nos leva a falar a língua universal do Amor. “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”(1 Co 13. 1). Babel, confusão e desobediência, Pentecostes, Graça, unidade e glória ao Deus Eterno.
Pastor Tito.

sábado, 29 de agosto de 2009

EU FIZ O QUE NÃO QUERIA

Certa vez um amigo me perguntou, “você tem certeza que quer ser pastor?” É claro que na ocasião era ainda seminarista, cheio de sonhos e esperanças em relação à igreja de Cristo, transbordando de ideais edificadores para o povo de Deus. Respirando o desejo pela pregação do genuíno Evangelho, o poder de Deus para a salvação do mundo.
Me recordo que este meu amigo, na ocasião o meu pastor, passava pelas dificuldades do ministério pastoral, dificuldades estas que são comuns a todo obreiro. Penso que, se o Mestre passou por tantas angústias em meu favor (e de todo aquele que crê), por que nós, meros mortais, simples instrumentos em Suas Majestosas Mãos, não haveremos de passar por nossas tribulações?
Olhei para ele e, quase que instantaneamente, respondi: “não é uma questão de vontade, mas de chamado”. Eu mesmo me surpreendi, não por ele não ter resposta a dar para a minha afirmação, mas admirei-me dela, da resposta. Fato surpreendente mesmo é que seja a mais pura verdade. Ele nos chamou para além de pregar o Evangelho, sofrê-lo, vivê-lo e até morrer por ele.
Ser ministro da Palavra não é fazer a própria vontade, pois se agíssemos por ela, quantas decisões teriam sido diferentes, quantas escolhas não seriam as mesmas, nos favoreceríamos mais, pensaríamos em nossas famílias, em um futuro mais promissor, ou, até mesmo em uma profissão que nos trouxesse reconhecimento.
Ser pastor não é fazer a vontade da igreja, seguir a decisão mais encantadora, a que trás mais ibope, visto que nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”. Sabemos disso com inúmeros exemplos, a começar com o “crucificá-o”, passando pelas perseguições do século XVII, quando a massa unânime se arremetia sobre os huguenotes, até os nossos dias, quando se discute acaloradamente assuntos medíocres em nossas assembléias acaloradas, ao ponto de se deixarem “vacas sobre a mesa”.
O pastor é chamado para fazer a vontade de Deus, é a síntese do servo. Eu não fiz o que queria ao abraçar o ministério, eu fiz o que Deus planejou pra mim, portanto, como chamado que sou, só tenho uma opção, fazer a vontade do Soberano, daquele que “me chamou das trevas para a Sua maravilhosa Luz”, aceitando Sua primazia sobre a minha vida e meu ministério.
Eu não posso ditar o meu caminho, nem a igreja pode, nem as correntes modernas da mídia evangélica, somente o Senhor Jesus o pode, e assim continuarei, fazendo a Sua Soberana vontade.
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." (Gálatas 2 : 20)

Pastor Tito Mendes.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

TEM COISA QUE PEGA FEITO GRIPE

Ninguém quer ficar doente, por isso tomamos todos os cuidados possíveis para não pegarmos uma enfermidade... Quem dera isso fosse verdade, quem dera tomássemos todos os cuidados necessários para manter a saúde em dia.

A verdade é que somos muito descuidados com nossa saúde. Li outro dia que, na Idade Média, durante a ploriferação da peste negra, em quase todas as famílias haviam vítimas da doença, menos nas família judias. Sabe por quê? Porque os judeus sempre tiveram um cuidado extremo com a higiene. Várias recomendações dos textos sagrados, seguidos à risca por esse povo, são de cuidados com saúde e higiene.

Hoje passamos por uma epidemia da gripe suína, vemos que, como naqueles, e noutros tempos já passados na história da humanidade, bastam cuidados simples para se evitar o contágio pessoal. Geralmente pequenos gestos como o lavar as mãos, usar lenços de papel ao tossir (ao menos para não contaminar os outros), coisas assim.

Mas a gripe continua espalhando-se. Por causa da teimosia em persistir em velhos hábitos, atitudes insalubres que só prejudicam a saúde e ajudam a circulação do vírus, então, quando a enfermidade provoca graves conseqüências, então é hora de procurar o médico e culpar o Estado.

Interessante é que na vida espiritual a atitude não é diferente, a Palavra nos diz: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno." (I João 5 : 19). Sabemos que o vírus do pecado circula livremente em nossas vidas, pois fomos contaminados por herança: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." (Romanos 5 : 12).

Apesar disso temos deixado o remédio de lado (Isaías 59. 1-2), pouco temos usado do antídoto, "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17 : 17). E o pecado é coisa que pega que nem gripe, basta se descuidar e pronto! Estamos infectados.

Não espere a gripe te pegar, arrependa-se do mal que tem feito, largue o pecado, confesse a Deus e restaure seu relacionamento com Ele: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1 : 9). Então encontrarás saúde"Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas." (Isaías 55 : 12).

Pr. Tito Mendes

sábado, 25 de julho de 2009

Acusações


Toda vez que falamos antes de pensar pecamos. Porque quando assim procedemos fazemos segundo nossos julgamentos (Mateus 7. 1-2). E o que falamos fica registrado, gravado na memória dos que ouvem, gravado também em nossa consciência, e ela estará lá no dia do grande julgamento (“e abriram-se uns livros” – Daniel 7. 10; Apocalipse 20. 12).

Aliás, o que condena o homem não é o que se come, ou mesmo o que se houve ou vê, mas o que se processa no coração e acaba se expressando pelos lábios, "O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem." (Mateus 15. 11).

Desde o início de sua jornada aqui na terra até o momento de sua crucificação Jesus foi acusado de muitas coisas (Marcos 15. 3), ainda assim Ele prosseguiu, ora respondendo com sabedoria, ora calado, prosseguiu determinado em sua missão, até o fim, graças á Sua determinação hoje sou salvo. O seu firme propósito me alcançou.

Está você entre os que acusam? Que julgam? Que impetram sentenças destruidoras? (Lucas 15. 2; Mateus 9. 34) Tenha cuidado no que você diz, que sai de seus lábio e é ouvido por outros, isso torna maior o efeito e maior o julgamento (Provérbios 19. 9).

Está você entre os acusados? Sofre injúrias e difamações? “É leviano”, “é mentiroso”, “é preguiçoso”, “é carnal”, “não ora”, “não evangeliza”, “não ama”. Primeiro, saiba que Jesus sofreu acusações piores, até de ser possuído por belzebu Ele foi acusado. Levante a cabeça, prossiga firme no propósito que Ele, Jesus, planejou pra você, porque fazendo isso você abençoará muitas vidas.

E nunca se esqueça do que o Mestre diz em Apocalipse 21. 10, “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei”, sabendo que “em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8. 37-39).

Que Deus te abençoe.

Pr. Tito