domingo, 16 de julho de 2017

O Pecado a Religião e a Fé

Muitas pessoas sofrem por não terem uma ideia clara a respeito do que seja ou não seja pecado, pois a essência de seu significado tem se mantido presa à ideia de religião, religiosidade ou à prática religiosa. A ideia teológica do pecado mantêm-se na questão de “errar o alvo”, mas que alvo? A Lei, pra ser mais específico, a Lei de Moisés.
Aí se faz muita confusão. Pois na verdade, a Lei não é de Moisés, é de Deus. Mas a Lei é sim de Moisés a partir do momento que ela é formadora e fomentadora da Religião (Judaica ou outra qualquer), o que podemos chamar de Lei Cerimonial, e eu prefiro chamar de Regra Religiosa.
A Regra Religiosa têm muitas faces, pois há muitas religiões, muitas denominações religiosas, cada uma delas com suas regras peculiares. Sabemos porém que o fiel não segue regras religiosas mas a Sã Doutrina, a Palavra de Deus, conforme o ensinamento de Jesus Cristo e dos Apóstolos.
Então vejamos, pecado pode ser a quebra da regra religiosa, do tipo "Não toques, não proves, não manuseies?" (Colossenses 2 : 21). Só que a Lei de Deus não é cerimonial, é relacional. Foi instituída para nela se verificar a relação entre um ser injusto, o homem, com o Justo Deus. O que é manifesto nas palavras de Jesus quando responde ao ser interrogado a respeito do maior dos mandamentos. Sua resposta deixa claro que a Lei sempre teve o objetivo de estabelecer o equilíbrio no relacionamento entre o homem e Deus e entre o homem e o seu próximo.
Mas o que isso tem a ver com o pecado? Muito. As Palavras de Cristo nos mostram que pecado nada mais é do que a quebra de relacionamento, ou seja, toda e qualquer coisa que façamos que venha a quebrar nosso relacionamento com Deus e/ou com o seu próximo.
Em suma, berber, fumar, ouvir música do mundo, deixar de frequentar a reunião no templo religioso, deixar de dar o dízimo, entre outras coisas são quebras da regra religiosa, mas não exatamente pecado. Cristo cesurou o sistema religioso, e por muitas vezes, preocupando-se com seus discípulos, deixou diversas orientações para que não nos tornássemos um.
Cristo edificou a sua igreja para que nos tornássemos seu povo, seu corpo, sua noiva. Uma comunidade viva, nutrida por relacionamentos amorosos, uma comunidade de Fé anunciando o Seu amor a um mundo desprovido do senso de comunhão de amor e de afeto.
Somos pecadores por natureza pois vivemos quebrando nossos relacionamentos, mas redimidos pela Graça Redentora de Cristo Jesus, imersos no Seu Amor, estamos reconstruindo relacionamentos quebrados e ampliando esta rede de relacionamentos ao nos constituirmos como Igreja do Senhor Jesus.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Teologia não salva. Graças a Deus!

“Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Mateus 15: 8,9.
O que é teologia senão, “doutrinas que são preceitos de homens”? Existem tantas linhas teológicas quanto nossa capacidade mental possa imaginar. Teologia Luterana, Teologia Reformada, Teologia de Langston, Teologia de Clarke, Teologia Puritana, Neopentecostal, etc.
A teologia separa, divide, classifica, criminaliza, define as características de Deus, de Jesus, da Igreja, cada qual com sua concepção particular criando feudos religiosos na cristandade. Criando preceitos e regras diversas de outras regras criadas exclusivamente para serem distintas.
Teologia não salva, pois é incapaz de ser consensual, é incapaz de gerar unidade e, principalmente, não procede da boca de Deus. É procedente de conclusões humanas, está além da Palavra e fora dela, como a tradição judaica no tempo de Jesus, assim é a teologia hoje, ”procede do coração do homem”, Mateus 15. 18, sendo incapaz de justificar, de salvar.

Assim como sabemos que todas as coisas foram criadas pela Palavra de Deus, sabemos também que somos salvos pelas “sãs Palavras de nosso Senhor Jesus Cristo”, 1 Timóteo 6. 3-5. Alguém dirá que minhas afirmações estão baseadas em alguma teologia, mas eu digo, ou melhor, não digo nada, apenas reafirmo o que disse Jesus: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida”. João 6: 63.

domingo, 14 de maio de 2017

Heresia e Ecumenismo, Opostos e distantes da Verdade.

As palavras “seita” e “heresia” são palavras que fazem tremer o cristão moderno, a palavra “ecumenismo” soa como heresia em arraiais denominacionais tradicionais. Porém, como é natural em nossa língua, não compreendemos o real significado, muito menos o significado da palavra em seu contexto bíblico. E, por isso, nunca sabemos ao certo a aplicação destes significados no contexto cristão dos dias atuais.
A palavra /hairesis/, transliteração do grego da palavra “heresia”, tem como significado divisão, partido, opinião diversa, doutrina diversa, seita, classe, aparecendo nos seguintes textos: Atos 5. 17; 15. 5; 24. 5; 24. 14; 26. 5; 28. 22; 1 Coríntios 11. 19; Gálatas 5. 20 e 2 Pedro 2. 1. Precisando ser compreendida não em um contexto de unidade religiosa, mas num contexto de unidade da fé, Efésios 4: 4-6, e também: 1 Coríntios 12. 12-13. Portanto heresia é tudo o que se opõe à unidade da fé.
Já a palavra ecumenismo, /oikouméne/, sendo uma palavra que não ocorre nos textos bíblicos, mas no contexto religioso do cristianismo moderno, tem como significado a união de todas as igrejas e denominações cristãs, minimizando suas divergências em busca de diálogo e cooperação comum. Na verdade ecumenismo é a busca por uma religião universal, uma égide única, para tanto presume-se um único líder, seja o papa, o patriarca, o apóstolo ou o bispo, o pastor, ou outro título humano. Sim, humano, pois a Bíblia só atribui um título a uma pessoas, “Cristo”, veja também Mateus 23. 8-10.
Jesus é o cabeça, Efésios 1. 20-23, o Bom e Único Pastor, João 10. 11 e Eclesiastes 12. 11. A Fé é uma só e única, com toda a força da redundância, Efésios 4. 4-6. Ele é o Caminho, e a Verdade, e a Vida. Não se pode dividir o Corpo, a igreja, não se pode dividir a Fé, também não se pode dividir a direção deste corpo magnífico que é a Igreja do Senhor Jesus, nem algum membro tem a Sua direção pois assim como não são os meus dedos que escolhem as letras a serem digitadas, assim também o Senhor Jesus é o Único as nos dirigir sob sua santa vontade.

As heresias não têm sintonia com a verdade, mas revelam os fiéis, o ecumenismo reafirma religião e sua dominação colocando outro(s) cabeça(s) no lugar do Cristo de Deus, Jesus, o único Senhor, portanto ambos estão e sempre estarão distantes da Verdade.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A falácia das línguas estranhas em poucas palavras



"O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja." (I Coríntios 14:4)

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
Efésios 4:11,12

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;
Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;
Romanos 12:6-13

A língua estranha é uma falácia, não existe dom espiritual que seja dado por Deus para proveito próprio, mas para edificação mútua e para auxílio ao outro, o dom unidirecional é egoísta e serve apenas para alimentar soberba espiritual, Paulo amava tanto os irmãos de Corinto que evitava ofendê-los, tratando por diversas vezes como crianças espirituais.

Não seja uma criança espiritual, crianças são egoístas, seja um crente maduro ou, ao menos, em busca de maturidade. Zele pelos dons excelentes(excelente é o que é dado por Deus – Efésios 4. 8 – não dado por meus desejos carnais, egoístas), os que sejam nutridos pelo amor, ao próximo, a Deus, que edifique a igreja.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Santo ou Sagrado?

"O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,"/graphês hagias/ (Romanos 1 : 2)

"E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras /ierá grammata/, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus." (II Timóteo 3 : 15)

O que é sagrado e o que é santo? Que sentido damos em nossa língua a essas duas palavras? Fiz algumas pesquisas e leituras, das quais não farei referência aqui, para não privá-los de suas próprias pesquisas mas, em suma, sagrado é algo que é de propriedade exclusiva da entidade divina, ou objeto dedicado ao uso em adoração ou culto, numa tradução livre /ierá/ aquilo que é do templo ou que pertence ao templo. Santo é separado, distinto dos demais, não contaminado, puro.

Na capa de nossas Bíblias aparece escrito “Bíblia Sagrada”, nas de versão inglesa lê-se “Holy Bible”, Bíblia Santa. Outro dia assisti um vídeo cujo título é “A Bíblia não é sagrada”, não assisti até o final pois, apesar de correto, não é conciso nem objetivo, é cansativo, mas o que assisti foi suficiente para que refletisse bastante sobre o assunto. A Bíblia é ou não é sagrada, é ou não é Santa?

Sim é santa, pois são palavras distintas do nosso Deus separadas para edificação da igreja do Senhor, não contaminas e milagrosamente preservadas por mais de três mil anos para que se desse ao homem a oportunidade de conhecer a obra Redentora do Evangelho de Deus.

Sim é sagrada quando damos ao livro um status de solene e de conferidor de algum tipo de graça ou favor, quando pomos as mãos sobre este livro para conjurarmos ou nos comprometer com algum tipo de verdade ou solenidade: quando o colocamos debaixo de nossos braços como se isso nos distinguisse dos demais quando nos encaminhamos às nossas reuniões litúrgicas.

Não, não é sagrada pois, na verdade, a Bíblia nada mais é do que um livro que, se fechado, nada mais é do que nada, como qualquer outro livro fechado, ou mesmo quando encontra-se aberto em nossas prateleiras no Salmo 23 ou no 91, uma vez que somos governados(pastoreados) pelos nossos próprios desejos e nos abrigamos debaixo de nossas casas bem construídas pela capacidade dos salários de nossos esforços capitalistas.

Das 52 ocorrências do termo Escritura(s) no Novo Testamento, em 50 este termo aparece sem adjetivo, as outras duas ocorrências são os textos acima citados. Por isso concluo, para mim, que as Escrituras são simplesmente as Escrituras que, se bem utilizadas possui aptidões especiais (2 Timoteo 3.16), mas que também podem ser mal utilizadas, como em Mateus 4.6.

Tito Mendes